sábado, 2 de novembro de 2019

Criação das Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos em São Paulo - EMEBS


No dia 10 de novembro de 2011, o prefeito de São Paulo aprovou o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), que atenderão 1,3 mil alunos na Rede Municipal de Ensino. A assinatura ocorreu durante o VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, no Sesc Vila Mariana, zona sul da cidade.

“Mais um importante passo na inclusão, agora com a Prefeitura oferecendo aos surdos o acesso ao ensino bilíngue, ao lado de outras ações como melhorias na infraestrutura das escolas e na capacitação de professores”, afirmou o prefeito.

O decreto transforma as seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs) da rede municipal em EMEBS, unidades onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua. Com a mudança, os estudantes surdos terão toda a estrutura necessária para o aprendizado adequado, inclusive com material pedagógico específico. A língua portuguesa será ensinada como segunda língua, na modalidade escrita.
As unidades contarão também com Instrutores de Libras, responsáveis por ensinar a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras, que mediarão a comunicação.
  
Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas e surdocegueira. A família tem a opção de escolher entre matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo ou em uma escola regular. As Escolas-Pólo são unidades regulares bilíngues com características inclusivas, que contarão com estrutura para o aprendizado do surdo, atendendo também alunos ouvintes.

A Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação. A mudança faz parte das ações do Inclui, programa de inclusão nas escolas lançado em setembro de 2010.


Nenhum comentário:

Postar um comentário